domingo, 27 de novembro de 2011

O Beijo

Aproximação
Toque... os lábios 
as línguas 
Saliva... Estalos... Mãos
por todo o corpo... Agora,
não é mais só um beijo

sábado, 26 de novembro de 2011

As Nuvens

Os dias não são mais como antes,
Vejo por tão quentes madrugadas
O céu está coberto por essas suas cortinas

Sei que agora tem que ser assim,
Mas isso me parece muito longe do fim

Os fantasmas me lembram de algo que perdi,
Há algo que perdi atrás dessas nuvens
E então das 19 às 12 sonho que ainda vivo

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Perdoa-me

Perdoa-me

Um dia hei de pagar
Pelos pecados cometidos
Mas hei de lutar
Até ter meus sonhos atendidos

Perdoa-me

Tentei inverter o fluxo
A vida não anda para trás
Magia não existe, não sou um bruxo
A vida expande e se esvai como gás

Boa noite,

Dorme bem quando fores
Espero-te no dia do julgamento...



quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Dez e Meia

O vento que sopra,
O cão, o carro, o prédio, a luz,
A solidão e o ar fresco.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

R$2,10


Meu amor
Perdoe se não vou te ver,
Mas olha o preço da passagem
Nem sei se vou comprar o que comer.

Cada dia um assalto:
-Passa dois e dez!
Meu deus!
Assim acho melhor ir de “apés”

Vou ter que cortar gastos:
Sem cigarro
Sem cachaça
Sem o leite das crianças
Sem carne
E se por infortúnio do destino continuar assim
Melhor mesmo é cortar os pulsos.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Terra

Acordo e continuo dormindo...

Um som suave canta em meu ouvido
Faz um suspiro de mim ecoar
As lembranças do meu mundo perdido
Faz parecer que este é meu lar

O dia mostra-me tua lua
Com versos que dançam
A noite clareia minha mente nua
E amores e cores que em mim lançam

Sei que por aqui devo passar
Ficar e descansar
Serviria de abrigo
Se o humano voltasse a amar

Amaram-se uns aos outros
Hoje eu vejo a criança com ouro
Atentas as pequenas e grandes telas
Que um dia há de arrancar o couro

Mas vejo teus pássaros cantar
Faz de mim ser feliz e desejar
Vejo teu formoso azul a brilhar
Mas com manchas acaba de ficar

Não sei se durmo
Talvez eu nunca quis acordar
Eu e mim parecemos um fumo
O tempo passa e fico a delirar

Cante de novo para mim
Eu estou dormindo aqui
Eu acordei e não te ouço
Talvez eu precise cantar pra ti

Querida Gaia
Presenteio a ti com minha morada
Talvez não seja presente
Mas aceita minha partida, como aceitou minha chegada

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Lobo Branco

Lobo que uiva na noite
Volta e meia por hora
Trás de volta minha sorte
De não ver-te ir embora

Lobo Branco da noite
Com teu olhar profundo
Disperso e moribundo
Resgata meu sentimento profundo?

Uiva lobo, uiva

Não és o das uvas
Não és guará
Atravessas belas chuvas
Corre para não te molhar

Uiva belo lobo

Uiva de novo
Tua lua ilumina-te sozinho
E te trouxe de volta ao meu caminho
Deita, dormes e sinta meu carinho

sábado, 13 de agosto de 2011

22:22

Olha o breu!
Breu   Escuridão  Eu?
Acende essa luz!
Pra clarear!
Eu não.
A lua já ilumina nossas vidas.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Aula de cálculo


Na função seno, f de x é igual
Ao seno de x
Definida de Reais em Reais
Com período igual a dois PI
Olhe!
Uma intrusa inunda a sala de aula
De beleza
Pequena Borboleta
Plaft!
Agora somente se ouve
O ar-condicionado
Na função tangente...
Aqui jaz a
beleza

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Poema da amada

Prestas-te atenção que
ao amanhecer
o sol fervoroso e majestoso
brilha não de acordo com seu humor
sua cor consulta a cor do céu
para saber a intensidade que ficará?

Pois é, o sol corre riscos
e se perceber, até em dias de chuva
ele espera uma brecha para brilhar
e a lua apaixonada pela coragem do sol
se esforça para que quando o sol apareça
com toda sua pompa
ela ainda possa acompanhá-lo
em mais um dia de incentivo à nós
seres Mesquinhos, Fracos, Indecisos.



Como dito no título deste post, esta poesia foi escrita a mim por um dos meus amores, o mais longo e impossível, por mais que tentemos nos unir o destino teima em separar-nos. Desta mulher ganhei um beijo, simples, singelo, carinhoso e o melhor beijo de minha vida, senti como se ele pudesse durar eternamente. Nossos lábios unidos... Mon cher, amo-te com todas minhas forças.

domingo, 10 de julho de 2011

Imagens de Meus Sonhos I (Estrelas em Chamas)

Imagens cegas de meus sonhos:
Um céu que aparece a meus olhos.
Com estrelas brilhando no cosmos.

Vê-se então que na escuridão
Acompanha a mim a solidão
Com, o universo, a minha união.

E queimam, depois, as estrelas
Vão-se em tremendas explosões.
Porque estrelas assim belas
Não passariam de ilusões?

Benditos ideais perfeitos
Que em tudo passam de ilusão...
Pensar assim: real defeito,
Ninho da negra frustração...

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Quando em Vez

"(...)Count o'er the joys thine hours have seen,
Count o'er thy days from anguish free,
And know, whatever thou hast been,
'Tis something better not to be'
(...)." (Lord Byron)

Quando em Vez, penso em fugir...
Mas como assim proceder
Sem no caminho ferir
Alguém que não lhe esquecer?

Quando em vez, penso encontrar
Alguém, dividir o peso.
Inútil, consegui achar
Apenas o teu desprezo...

Quando em vez, penso possível
Ser outro e aceitar o mundo...
Mas, emfim, sou tão imiscível
Que crio um verso vagabundo...

Aquele que quer morrer...
Aquele que quer amar...
Aquele que quer viver...
Quando em vez, pensa em tentar...

Uma humana alma perdida
Ao gozo do vil acaso.
Um corpo que, ainda vivo,
Espera (ou foge do) ocaso...

domingo, 26 de junho de 2011

Tormenta Negra

Nuvem sazonal de sangue,
De rubra treva da angústia.
O brilho de outrora langue
E a paz, e também a harmonia...

Trovões ensurdecedores
Fazem estremecer a mente,
Fazem retornar as dores
Todas as dores somente...

Raios súbitos de fúria
Não luzem, ou talvez me cegam.
Provocam em todos a injúria
Contra todos que me cercam...

E então chove turvo líquido
Que cai em mim, e só em mim mesmo
E não há ninguém ao meu lado...
Gotas vis:  rajadas a esmo...

Lágrimas de desespero
Pranto que cai sobre a terra
Molha o solo com desprezo
Transmutando tudo em treva.

E ao ver tudo transmutado
Eis que vive ainda o brilho
Do que viveu no passado
Que na memória anda vivo.

Que o sol amanhã apareça...
Ou talvez a grande foice...

quinta-feira, 23 de junho de 2011

A Onda

A alma canta e vibra...
A onda espumante vem, e bate,
E acaba com a vida...

Sons

Os sons me perseguem...
Trovões em minha mente.
Meus sons precedem
Minha morta gente,
O que não pude ser.

Quando não há o que fazer
Os sons me perseguem,
Névoas do passado puxando...
E se algo mais acontecesse...

Sons no ar voando
Se muito alto voa
De mais alto vai acordando...

Sons que perseguem
Minha imaginação...

Nostalgia musical.